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Rede · 14 set 2026

Sistema Restaura, criado no TJMT, será adotado em todo o país pelo CNJ

Plataforma que organiza os dados das práticas restaurativas passa a integrar a estratégia nacional de Justiça Restaurativa. A oficialização acontece em 24 de setembro, em Curitiba.

Homem apresenta o Sistema Restaura em frente a uma tela com a plataforma projetada
Apresentação do Sistema Restaura no TJMT. Foto: TJMT

O Sistema Restaura, desenvolvido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), vai ganhar escala nacional. A plataforma, criada para transformar os registros das práticas restaurativas em informação de gestão, passa a integrar a estratégia nacional de Justiça Restaurativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A nacionalização será oficializada em 24 de setembro, em Curitiba, durante o VI Encontro Paranaense de Justiça Restaurativa.

Com a mudança, tribunais de todo o país poderão usar o sistema para reunir, organizar e analisar dados sobre círculos de construção de paz e outras técnicas restaurativas. Informações que hoje ficam espalhadas em planilhas e controles locais passam a viver numa plataforma única, com acompanhamento em tempo real por comarca, por estado e em âmbito nacional.

O Restaura foi idealizado pelo Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NUGJUR) e desenvolvido com a Coordenadoria de Tecnologia da Informação do TJMT. Rauny Viana, assessor de Relações Institucionais do NUGJUR e idealizador do sistema, resume a origem do projeto: "o Restaura também nasceu de uma pergunta", a de como apoiar a gestão com informações organizadas e confiáveis. Ao longo do caminho vieram perfis para instrutores acompanharem cursos, emissão de certificados, registro das técnicas e, principalmente, a possibilidade de o gestor local enxergar o que acontece na sua comarca.

Um dos destaques é o módulo de inteligência de dados, que gera relatórios por faixa etária atendida, tipo de conflito, cumprimento de acordos e órgãos envolvidos. Para o CNJ, o caso é exemplo de tecnologia a serviço de uma Justiça mais humana: a incorporação ao Programa Conecta estimula o compartilhamento de soluções entre tribunais e dá escala a uma inovação nascida de quem está na ponta.

Para o IBPR, a notícia importa por um motivo simples: dados organizados são o que permite mostrar resultados, planejar e aprimorar as práticas restaurativas, em vez de depender só da percepção de quem as conduz. É o mesmo princípio que orienta a linha de pesquisa do Instituto.

Com informações de Portal do TJMT.